Foto: José Aldenir
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou apoio nesta quarta-feira (10) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos exportados do Brasil a partir de 1º de agosto. A medida foi anunciada pelo republicano como retaliação às políticas internas do governo Lula e à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em carta assinada ao lado do influenciador Paulo Figueiredo, filho do ex-ditador João Figueiredo, Eduardo afirmou que a medida "reflete aquilo que há muito tempo temos denunciado: o Brasil está se afastando deliberadamente dos valores e compromissos do mundo livre".
No texto, os dois apelam ao Congresso Nacional por uma "anistia ampla, geral e irrestrita" aos envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro. Segundo eles, é preciso aprovar uma nova legislação que garanta liberdade de expressão e puna, segundo a carta, "agentes públicos que abusaram do poder".
O deputado atribuiu diretamente ao ministro Alexandre de Moraes a responsabilização pela decisão de Trump. “O presidente americano entendeu que a escalada autoritária promovida por Moraes só é possível com o apoio de setores políticos e institucionais brasileiros”, declarou.
Trump anunciou as novas tarifas em publicação oficial, citando “ataques contra eleições livres e contra empresas americanas” como justificativa. Ele também classificou a condenação de Jair Bolsonaro como parte de uma “caça às bruxas”.
Na mesma linha, Eduardo Bolsonaro sugeriu que as tarifas sejam chamadas de “Tarifa-Moraes”, responsabilizando o ministro do STF pelas sanções que, segundo ele, afetarão empresas brasileiras que operam no mercado norte-americano.
O governo Lula reagiu à medida com críticas e anunciou que responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada este ano pelo Congresso. Já entidades empresariais, como a Amcham Brasil, expressaram preocupação com os possíveis impactos da tarifa sobre empregos e investimentos.



