Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (9) que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre todos os produtos brasileiros. A medida anunciada por Donald Trump entra em vigor em 1º de agosto.
Em publicação nas redes sociais, Lula classificou como falsa a justificativa do governo norte-americano de que haveria déficit comercial com o Brasil. “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio com o Brasil da ordem de US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos”, rebateu.
Sancionada em abril, a Lei de Reciprocidade autoriza o governo brasileiro a adotar contramedidas contra países que tomarem ações unilaterais que prejudiquem a competitividade nacional. As medidas podem incluir suspensão de concessões comerciais, barreiras a importações ou ações contra direitos de propriedade intelectual.
Lula declarou que a soberania brasileira será respeitada. “O Brasil é um país soberano, com instituições independentes, que não aceitará ser tutelado por ninguém”, afirmou. Ele também criticou a menção feita por Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu por tentativa de golpe. “O processo judicial contra os golpistas é competência exclusiva da Justiça Brasileira”, escreveu.
Sobre as críticas de Trump ao Supremo Tribunal Federal por ações contra perfis em redes sociais, Lula afirmou que “liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas” e defendeu que todas as empresas, nacionais ou estrangeiras, devem seguir as leis brasileiras.
Antes da nota oficial, Lula reuniu-se com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secom) e o vice-presidente Geraldo Alckmin para coordenar a resposta à medida dos Estados Unidos.



