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Ministério Público vê “esquema organizado” de pesquisas fraudulentas que puseram Álvaro na liderança

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou indícios de um possível “esquema organizado de produção e divulgação de pesquisas fraudulentas” em levantamentos que colocaram Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

Redação

por Redação politica - 01 de Setembro de 2026

Ministério Público vê “esquema organizado” de pesquisas fraudulentas que puseram Álvaro na liderança

Foto: Reprodução

O Ministério Público Eleitoral (MPE) apontou indícios de um possível “esquema organizado de produção e divulgação de pesquisas fraudulentas” em levantamentos que colocaram Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. A conclusão consta em parecer apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).


Segundo o documento, sete pesquisas registradas entre abril e julho colocaram Álvaro à frente de Allyson Bezerra (União). O MPE afirma ter identificado irregularidades metodológicas em todas elas, além da participação recorrente de profissionais e possíveis conexões entre institutos e empresas contratantes.


Entre os problemas apontados estão divergências na distribuição dos entrevistados por renda, inconsistências em coordenadas de GPS e horários de coleta incompatíveis com os deslocamentos informados. Em uma das pesquisas, da empresa Média, o parecer cita 2 mil entrevistas e afirma que as coordenadas indicariam apenas 31 localidades, embora o levantamento declarasse ter passado por 85 municípios.


O MPE também apontou atuação recorrente do estatístico Augusto da Silva Rocha e do empresário Thales da Silva Vale, sócio-administrador da Média. Para a Procuradoria, o conjunto dos elementos “indicia a existência de esquema organizado de produção e divulgação de pesquisas fraudulentas destinadas a influenciar a formação da vontade do eleitorado”.


O parecer também encaminha uma notícia-crime para apuração de possíveis crimes eleitorais e pede novas medidas contra empresas envolvidas. O caso ainda será analisado pela Justiça Eleitoral e o parecer não representa condenação. As empresas citadas contestam as acusações e defendem a regularidade das pesquisas.

Redação
Redação Empresa jornalística com atuação no Rio Grande do Norte. Fundada em 2019, o Correio do RN tem como missão levar o melhor conteúdo para os potiguares com uma equipe de profissionais capacitados.

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