Foto: Tribuna do Norte
O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (SINDPPEN) denunciou à Justiça a falta de efetivo e problemas na estrutura de segurança do Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Segundo a entidade, os quatro pavilhões abrigam 1.796 presos e contam com 14 policiais penais em serviço.
O sindicato afirma que o baixo efetivo prejudica as vistorias nas celas e contribuiu para a fuga de 11 detentos registrada em 31 de julho. A entidade pediu à Justiça a suspensão das visitas sociais por 10 dias para que seja elaborado um plano emergencial de segurança.
O SINDPPEN também aponta que o sistema de monitoramento do Pavilhão 1 está inoperante e que as guaritas do complexo estão desativadas. A presidente do sindicato, Vilma Batista, afirmou ainda que equipamentos utilizados pelos policiais estão vencidos.
A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) negou que a cela da fuga tenha ficado sem revista e disse que mantém rondas e inspeções permanentes. Sobre os coletes balísticos, informou que adquiriu novos equipamentos por mais de R$ 1,8 milhão, com entrega prevista para setembro.
A direção de Alcaçuz também contestou o número de 14 policiais informado pelo sindicato, mas afirmou que não divulgará o efetivo diário por questões de segurança. A Seap citou ainda um concurso em andamento com 200 vagas imediatas para policiais penais.



